Notícia

A mensagem de Faure Gnassingbé

Les présidents de Côte d'Ivoire et du Togo vendredi à Lomé O Togo dá as boas-vindas este sábado em Lomé à Cimeira extraordinária da União Africana sobre a segurança e proteção marítimas e o desenvolvimento em África. 

A data de 15 de outubro de 2016 irá assinalar, para toda a África, um importante marco na sua marcha para a realização do seu destino. Esta cimeira, que reúne os chefes de Estado e de governo, visa refletir sobre as vias e meios suscetíveis de criar melhores condições de segurança e proteção nos mares e oceanos da África, a fim de garantir uma exploração rentável destes espaços para os nossos povos. 

Ninguém ignora o desafio e a importância que representam os mares e os oceanos para a humanidade. De facto, dois terços da superfície do globo terrestre estão cobertos por água, elemento tão necessário, e mesmo indispensável, para a vida na Terra. Os mares e oceanos, bens tão preciosos e vitais, merecem a nossa proteção para que possamos tirar o melhor partido dos recursos consideráveis que neles se encontram. 

O mar e os oceanos são uma via original, por excelência, do estabelecimento de relações de amizade e cooperação entre povos e Estados. São, indubitavelmente, os principais vetores da globalização, sendo cerca de 90% do comércio mundial transportado por via marítima, por um lado, e constituindo fatores do desenvolvimento sustentável, por outro. 

Fonte de energia e riquezas, as atividades ligadas ao mar são uma importante componente do crescimento, necessário para o desenvolvimento e emergência dos nossos países. Este posicionamento central dos mares e oceanos na existência e progresso da humanidade já não precisa de ser demonstrado, de onde a obrigação imperiosa que incumbe a comunidade internacional, em geral, e os Estados africanos, em particular, de encorajar e tomar disposições adequadas para assegurar a segurança e proteção dos espaços marítimos. 

Eis porquê a questão do combate contra a pirataria marítima e os tráficos ilícitos, sob todas as formas que transitam por via marítima, estar no centro dos nossos debates e das medidas previstas e mesmo a tomar para desencorajar e acabar com os autores destes atos prejudiciais. 

O exame da questão da pesca ilegal, não declarada e não regulamentada e da "economia azul" testemunha o interesse que os nossos países acordam aos respetivos recursos marítimos, fontes de enorme riqueza para as nossas populações. 

A este respeito, serão necessárias iniciativas africanas arrojadas para desencorajar vigorosamente a pesca não autorizada e ilegal, que implica uma perda de lucros enorme para as nossas economias e que reduz consideravelmente as possibilidades de criação de emprego para a nossa juventude, condição fundamental de coesão social, paz e segurança numa prosperidade bem repartida. 

As ações isoladas ou individuais não poderão ter efeitos suscetíveis de conter eficazmente os fenómenos infelizes e prejudiciais que os nossos espaços marítimos conhecem. 

Só uma mobilização geral e ações coletivas proativas nos permitirão melhor proteger os nossos bens, tão preciosos, que constituem os nossos mares, oceanos e respetivos recursos. É necessário que as gerações futuras possam também dispor dos bens que contribuirão para o seu bem-estar e o seu pleno desenvolvimento. 

Compreende-se, portanto, a importância que reveste a cimeira de Lomé, chamada para iniciar um quadro de ação coletiva, dinâmica e eficaz que permita à União Africana e ao conjunto dos seus Estados-Membros, através de um instrumento jurídico unificador, a futura "Carta da União Africana sobre a segurança e proteção marítimas e o desenvolvimento em África", proteger os respetivos espaços marítimos, valorizar e fazer crescer ainda mais os seus recursos marinhos em favor das suas populações. 

Traçar as fronteiras do renascimento africano

Faure Gnassingbé samedi à l'ouverture du sommet A cimeira extraordinária da União Africana (UA) consagrada à segurança marítima abriu sábado em Lomé.

Os 17 chefes de Estado presentes, bem como os vice-presidentes e chefes de governo tomaram assento sob o imenso capitel do centro de conferências.

O Presidente Faure Gnassingbé relembrou as novas ameaças que pairam sobre o continente, com a pirataria marítima e as organizações criminosas. Pediu uma ação coordenada e concertada, a fim de combater estes flagelos.

A carta sobre a segurança marítima debatida desde esta manhã e adotada de tarde constitui um roteiro, um instrumento de cooperação para tornar os oceanos uma zona de paz e de coprosperidade, indicou o chefe de Estado.

Esta carta pretende definir as novas fronteiras do renascimento africano, afirmou.

Sucedendo-lhe na tribuna, o secretário-geral adjunto das Nações Unidas, Carlos Lopes, convidou a África a mobilizar-se para antecipar e gerir os perigos oriundos do mar.

A presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini Zuma, convidou os Estados-Membros a dotarem-se de uma verdadeira indústria marítima e lançou a ideia da criação de um Banco africano marítimo para encorajar o setor privado.

Por fim, o chadiano Idriss Deby Itno, presidente da UA, também se pronunciou a favor da carta.

17 presidentes estiverem presentes, bem como o vice-presidente da Nigéria. Recém-chegados, os chefes de Estado do Gana, Burquina Faso e Benim.

Uma importante participação para uma cimeira da União Africana.

O custo global da insegurança marítima é gigantesco

Partage d'information Na véspera da sua participação na Cimeira de Lomé, o Comissário europeu do Ambiente, Pescas e Assuntos Marítimos, Karmenu Vella, procedeu ao lançamento oficial pela União Europeia e pela Dinamarca do projeto que visa desenvolver uma Rede inter-regional de segurança marítima no Golfo da Guiné (GoGIN).

O projeto GoGIN, cofinanciado pela União Europeia (UE) e pela Dinamarca, respetivamente 7,5 milhões de euros e 1,8 milhões de euros, irá apoiar a ligação em rede e a partilha de informação entre os mecanismos nacionais e as plataformas de coordenação regional de segurança marítima implementados nos países do Golfo da Guiné. O novo projeto inscreve-se na continuidade do processo de Yaoundé e no âmbito da Estratégia e do Plano de Ação da UE para o Golfo da Guiné, adotados em 2014.

A implementação operacional do projeto será efetuada pela Expertise France. 

Para o Comissário Vella, "o combate contra a criminalidade marítima e a promoção da segurança marítima constituem verdadeiramente um desafio que a África e a União Europeia devem enfrentar lado a lado".

A ação da UE neste domínio baseia-se numa abordagem integrada que liga os desafios a enfrentar em matéria de segurança, de governação e de desenvolvimento, tanto a nível marítimo como terrestre e marítimo, aproveitando os ensinamentos retirados da experiência no Corno de África.

"O custo da pirataria no Golfo da Guiné em 2014 estima-se em quase mil milhões de dólares. Mas, na realidade, o preço global da insegurança marítima é bem maior, nomeadamente, em termos de empregos suprimidos na UE, mas mais ainda na África", concluiu.

O Togo espera uma grande afluência

Robert Dussey "Poderão participar 25 a 30 chefes de Estado e de governação na cimeira de Lomé. Mais de uma dezena de presidentes já confirmaram a sua presença a 15 de outubro", informou na quinta-feira Robert Dussey.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou igualmente a vinda de 3000 delegados, designadamente, tantos quanto o número de policias e guardas destacados para garantir a segurança do evento.

Dussey voltou ao projeto de carta sobre a segurança marítima que será discutido e, se for caso disso, adotado.

"É um orgulho para nós concretizar este projeto. O Togo fez tudo o que estava ao seu alcance para que a carta de Lomé seja adotada. Todos os procedimentos de validação internos da União Africana foram cumpridos", declarou o mesmo.

Além da cimeira, serão organizados eventos temáticos. Participarão 80 peritos internacionais em mesas redondas consagradas ao combate à pirataria marítima e à pesca ilegal e à promoção da economia azul.

A última cimeira internacional organizada pelo Togo remonta a 16 anos atrás.

O país fez os possíveis e os impossíveis para tornar este encontro um sucesso diplomático.

Segurança marítima: concertações entre o Togo e os Camarões

Paul Biya (G) et Faure Gnassingbé vendredi à New York Em junho de 2013, os Camarões organizaram a primeira cimeira sobre a segurança marítima no Golfo da Guiné, que se tornou uma das regiões do mundo mais afetadas pela pirataria.

Em aplicação de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os Estados da Cedeao e da CEEAC foram convidados a implementar uma estratégia regional e colegial para combater a pirataria marítima e os roubos à mão armada nas águas territoriais.

Três anos mais tarde, realiza-se outra cimeira, desta vez, no Togo, sob a égide da União Africana com o objetivo de conseguir a adoção de uma carta vinculativa.

Esta questão esteve no centro de um encontro que decorreu na sexta-feira na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, entre os presidentes togolês, Faure Gnassingbé, e camaronês, Paul Biya.

A próxima cimeira de Lomé inscreve-se diretamente na linha das recomendações de Iaundé, no entanto os Estados africanos pretendem ir mais longe tendo em conta o peso das ameaças da pirataria e dos tráficos no comércio marítimo e nas trocas regionais.

Para as autoridades togolesas, a insegurança marítima constitui igualmente um entrave ao desenvolvimento.

Cimeira de Lomé: apoio das Nações Unidas

Mohamed Ibn Chambas et Faure Gnassingbé vendredi à New York "As Nações Unidas apoiam a realização em Lomé da cimeira sobre a segurança marítima", declarou na sexta-feira Mohamed Ibn Chambas, Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para a África Ocidental.

Declaração feita no final de um encontro em Nova Iorque com o presidente Faure Gnassingbé.

"As Nações Unidas estão muito interessadas nesta cimeira. É uma oportunidade para toda a África de definir uma abordagem global para combater a pirataria, não só no Golfo da Guiné, como também em toda a África. Esperam-se resultados concretos", indicou Chambas.

A Cimeira da União Africana sobre a Segurança Marítima e o Desenvolvimento que irá realizar-se no próximo dia 15 de outubro em Lomé contará com a presença de alguns representantes da ONU.

O projeto de Carta não se baseia apenas na segurança

Robert Dussey A menos de um mês da cimeira extraordinária da União Africana (UA) em Lomé sobre a Segurança Marítima, o chefe da diplomacia togolesa, Robert Dussey, foi o convidado no programa "Afrique Soir" do canal RFI, na terça-feira.

Referiu o projeto de carta que será discutido e, possivelmente, adotado no fim dos trabalhos.

"Para garantir a segurança marítima, é preciso elaborar um texto vinculativo. A carta tem uma vertente de segurança e outra consagrada ao desenvolvimento. É fundamental promover uma economia azul", declarou.

Kerry: "Salvar os oceanos é uma necessidade absoluta"

Robert Dussey et John Kerry vendredi à Washington A 3ª conferência internacional "Our Ocean" terminou na sexta-feira em Washington.

"Para proteger o clima, também é preciso proteger o oceano", relembrou o Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, sobre a origem deste projeto. No fim dos trabalhos, anunciou a criação de 40 áreas marinhas protegidas, das quais uma entre os Estados Unidos e o Canadá.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Robert Dussey, que assistia aos trabalhos, congratulou-se com a importância do oceano nas negociações internacionais sobre o clima. Uma vez que, para o chefe da diplomacia togolesa, o espaço marinho, nomeadamente em África, constitui uma área de desenvolvimento económico.

A economia azul será também um dos temas da próxima cimeira de Lomé sobre a segurança marítima.

"Salvar os oceanos não é uma opção nem uma prioridade, mas sim uma necessidade absoluta", insistiu Kerry.

Além disso, indicou que a poluição e a acidificação estão ligadas ao surgimento de cerca de 500 zonas mortas nos mares e oceanos (zonas nas quais o teor de oxigénio é demasiado baixo para garantir a sobrevivência da fauna e flora marinhas), informando, que a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, é nociva para o ambiente marinho, para o emprego e para a segurança alimentar mundial.

As próximas edições de "Our Ocean" terão lugar em Malta, em Bali e na Noruega.

Além dos trabalhos, Robert Dussey encontrou-se com Catherine Novelli, a Subsecretária de Estado dos EUA para o Crescimento económico, a Energia e o Ambiente, juntamente com Heraldo Munoz, o Ministro dos Negócios Estrangeiros chileno.

Mobilização internacional enérgica e rápida

La présidente de l'Ile Maurice jeudi avec Robert Dussey A convite do Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, o Ministro dos Negócios Estrangeiros togolês participa desde quinta-feira em Washington na conferência "Our Ocean".

Robert Dussey participou nesta reunião internacional na perspetiva da cimeira da União Africana sobre a Segurança Marítima que terá lugar a 15 de outubro em Lomé e a adoção de uma carta onde uma das vertentes remete precisamente para a preservação dos oceanos contra a poluição.

As questões relativas à proteção e à conservação dos mares estão no centro dos debates na capital federal. 90 países enviaram representantes para um balanço, três anos após a realização da primeira conferência.

Barack Obama apelou a uma mobilização internacional enérgica e rápida a favor dos oceanos que enfrentam "novas ameaças", anunciando a criação de uma reserva natural no Atlântico para proteger as espécies e os ecossistemas ameaçados.

Referindo, entre outros, as práticas de pesca não sustentáveis, insistiu na necessidade imperiosa de tornar o oceano mais resistente às alterações climáticas, que modificaram profundamente a vida submarina.

John Kerry apelou, por sua vez, à comunidade internacional para a necessidade de tomar medidas no combate à pesca ilegal e na luta contra a poluição. "A este ritmo, haverá brevemente mais sacos plásticos no oceano do que peixes.

Um dos intervenientes na tribuna convidou, com humor, os dirigentes do planeta a mudar de um "esgotossistema" para um ecossistema.

Além das discussões, Robert Dussey encontrou-se com a presidente da Ilha Maurícia, Ameenah Gurib-Fakim, juntamente com o chefe da diplomacia chilena, Heraldo Munoz, e Linda Thomas-Greenfield, Assistente para os Assuntos Africanos de Barack Obama.

Mobilizar a África em torno do projeto de Carta

Robert Dussey Robert Dussey foi o convidado do canal francófono internacional TV5, no domingo.

Deu grande importância à realização em Lomé da próxima cimeira da União Africana sobre a Segurança Marítima (15 de outubro).

Uma vez que o projeto de Carta sobre este tema foi validado, no fim de semana, pelos Ministros da Justiça dos países-membros da UA, espera que o texto seja adotado pelos Chefes de Estado e de Governação. Disse estar confiante, mas salientando que não era fácil juntar 54 países num mesmo documento.

Questionado sobre a pesca ilegal – principalmente industrial - que penaliza os países africanos costeiros, Dussey espera que o encontro de Lomé seja a oportunidade para uma advertência, principalmente, nos países que se envolvem nesta atividade.

"O crescimento de uma pesca local é fundamental e inscreve-se na promoção de uma economia azul", indicou o chefe da diplomacia togolesa.

3000 participantes são esperados na capital togolesa em meados de outubro. Lomé não organiza eventos desta amplitude há mais de 15 anos. As autoridades pretendem obter um evento sem falhas, o que é legítimo.

O Togo propõe organizar a primeira cimeira israelo-africana

Benjamin Netanyahu, na noite de quarta-feira, em Jerusalém Termina, na quinta-feira, a visita oficial de 4 dias a Israel do Presidente Faure Gnassingbé, a segunda desde 2012.

Durante o dia, encontrou-se com o Presidente israelita, Reuven Rivlin, e, à noite, com o Primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, para um jantar oficial.

Na sequência destes dois encontros, o Ministro dos Negócios Estrangeiros togolês publicou um comunicado a indicar que o Primeiro-ministro israelita e o Chefe de Estado togolês "se congratularam pelas excelentes relações de amizade e de cooperação entre o Togo e Israel, as quais deram muitíssimos resultados desde o estabelecimento das relações diplomáticas (…) Tencionam, em conformidade com o chamado princípio de relação privilegiada, fomentar a sua confiança mútua e alastrar a sua cooperação a outras áreas de modo a elevar as relações tradicionais entre os dois países".

Os dois homens declararam-se "convencidos do extraordinário potencial da cooperação económica entre Israel e o Togo e manifestaram a sua determinação em trabalharem juntos em prol da respetiva consolidação, em especial, nas áreas da agricultura, saúde pública, educação e ensino superior, ciências tecnológicas, economia digital, desenvolvimento comunitário, segurança, proteção e promoção social e integração da mulher no processo de desenvolvimento".

No plano regional, o Presidente togolês e o Primeiro-ministro israelita acordaram organizar, em Lomé, uma cimeira israelo-africana sobre o tema "segurança e desenvolvimento" com vista a reforçar as relações de cooperação entre Israel e a África.

O comunicado salienta que o Presidente Faure Gnassingbé "expressou ao seu irmão e amigo, Benjamin Netanyahu, ao Presidente, Reuven Rivlin, e ao governo e povo israelita os seus mais sinceros agradecimentos e a sua profunda gratidão pelo acolhimento caloroso e fraterno que lhe foi reservado, assim como à sua delegação, e convidou o Primeiro-ministro israelita a visitar a República do Togo".

COMUNICADO RELATIVO À VISITA OFICIAL DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO TOGO A ISRAEL

1 - No âmbito das relações de cooperação que unem Israel e o Togo e a convite de Sua Excelência o Senhor Benjamin NETANYAHU, Primeiro-ministro israelita, Sua Excelência o Senhor Faure Essozimna GNASSINGBÉ, Presidente da República do Togo, efetuou uma visita de amizade e de trabalho a Israel de 7 a 11 de agosto de 2016.

2 - Durante esta visita, o Primeiro-ministro israelita, Benjamin NETANYAHU, e o Chefe de Estado togolês, Faure Essozimna GNASSINGBÉ, procederam a uma troca de impressões aprofundada sobre as questões de interesse comum de ordem bilateral e multilateral.

3 - No plano bilateral, o Primeiro-ministro israelita e o Chefe de Estado togolês congratularam-se pelas excelentes relações de amizade e de cooperação entre o Togo e Israel, as quais deram muitíssimos resultados desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países. Tencionam, em conformidade com o chamado princípio de relação privilegiada, fomentar a sua confiança mútua e alargar a sua cooperação a outras áreas de modo a elevar as relações tradicionais entre os dois países.

4 - Além disso, o Presidente togolês e o Primeiro-ministro israelita declararam-se convencidos do extraordinário potencial da cooperação económica entre Israel e o Togo e manifestaram a sua determinação em trabalharem juntos em prol da respetiva consolidação, em especial, nas áreas da agricultura, saúde pública, educação e ensino superior, ciências tecnológicas, economia digital, desenvolvimento comunitário, segurança, proteção e promoção social e integração da mulher no processo de desenvolvimento.

5 - No plano regional, o Presidente togolês e o Primeiro-ministro israelita acordaram organizar, em Lomé, uma cimeira israelo-africana sobre o tema "segurança e desenvolvimento" com vista a reforçar as relações de cooperação entre Israel e a África.

6 - Abordando a situação internacional, o Chefe de Estado togolês e o Primeiro-ministro israelita manifestaram as suas profundas preocupações face à recrudescência dos atos terroristas e à persistência das crises que ameaçam a paz, a segurança, a estabilidade e o desenvolvimento do mundo.

7 - A este respeito, voltaram a afirmar a sua firme condenação do terrorismo, sob todas as suas formas, e apelaram à coordenação dos esforços e à prossecução da cooperação internacional para pôr termo a este flagelo.

8 - Evocando a próxima conferência extraordinária dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana sobre a segurança marítima e o desenvolvimento na África, o Primeiro-ministro israelita saudou os esforços envidados pelo Togo para manter a paz e organizar esta conferência. A este respeito, manifestou o seu profundo desejo de assistir ao êxito deste encontro e declarou que todas as partes envolvidas trabalham, em boa-fé, com vista à adoção e à assinatura da carta de Lomé sobre a segurança e a segurança marítima.

9 - Terminada a respetiva visita, Sua Excelência o Senhor Faure Essozimna GNASSINGBÉ expressou ao seu Irmão e Amigo o Primeiro-ministro, Benjamin NETANYAHU, ao Presidente, Reuven RIVLIN, e ao governo e povo israelita os seus mais sinceros agradecimentos e a sua profunda gratidão pelo acolhimento caloroso e fraterno que lhe foi reservado, assim como à sua delegação, e convidou o Primeiro-ministro israelita a visitar a República do Togo.

10 - O Primeiro-ministro israelita aceitou este convite e as modalidades relativas ao mesmo serão decididas por vias diplomáticas.

Feito em Jerusalém, a 10 de agosto de 2016

Uma melhor planificação para a cooperação

Uma melhor planificação para a cooperação As Consultas África-China-Estados Unidos para a paz em África tiveram lugar na quarta-feira, 27 de julho de 2016, no hotel Sarakawa, em Lomé.

Esta reunião foi organizada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, pelo Centro Carter e pelo Gabinete das Nações Unidas para a África Ocidental e o Sahel (UNOWAS).

O programa compunha-se de dois temas: a segurança marítima e a economia azul no Golfo da Guiné, e a promoção da paz no Sahel.

Estas trocas enquadram-se nos preparativos para a cimeira da União Africana sobre a segurança marítima, a ter lugar no próximo dia 15 de outubro em Lomé.

Na abertura dos trabalhos, Robert Dussey, Ministro dos Negócios Estrangeiros, recordou que a questão da paz e da segurança em África é um desafio frontal ao qual já não nos podemos esquivar, nem negligenciar e muito menos ignorar’.

Um desafio que todos os dias põe em causa, devido ao número incessantemente crescente de vítimas dos conflitos armados e das barbáries terroristas, a nossa capacidade de fazer frente à situação e a resolver, acrescentou o Sr. Dussey.

O Sr. Dussey reconheceu que, na ausência de cooperação, as medidas adotadas ainda não refletem as medidas preconizadas.
‘Face a esta amarga constatação e aos resultados bastante mistos, torna-se, portanto, mais urgente rever a proposta, demorar o menos tempo possível a ponderar e planificar melhor as nossas ações’, frisou.

Este apelo ao reforço da cooperação em matéria de segurança é um dos princípios do Centro Carter; uma estratégia a que o Togo adere plenamente, segundo indica o chefe da diplomacia, que considera as consultas África-China-EUA para a paz em África um fórum de colaboração multilateral, completamente original, que constitui uma mais-valia para a ação global para a paz no continente, incluindo o reforço da segurança marítima.

‘Os conflitos, a violência e o horror parecem escapar ao nosso controlo e domínio. O Sahel continua a ser uma zona instável e precária; a pirataria e todos os tipos de tráficos dominam os mares ao longo das nossas costas e a ameaça terrorista nunca esteve tão presente (…), advertiu o Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Estas consultas à porta fechada iniciadas em 2014 pelo antigo presidente americano Jimmy Carter, à cabeça do Centro Carter, e pelo presidente chinês Xi Jinping, reúnem um grupo restrito de diplomatas e de especialistas africanos, chineses e americanos que visam examinar a colaboração entre os participantes regionais, a China e os Estados-Unidos, entre outros, relativamente a questões de paz e segurança.

São participantes ativos deste grupo Jianhua Zhong, enviado especial chinês para os Assuntos Africanos, o embaixador Princeton Lyman, consultor especial do Instituto para a Paz dos Estados Unidos e Mohamed Ibn Chambas, representante do SG das Nações Unidas para a África Ocidental.

A iniciativa visa promover uma reflexão coletiva sobre os problemas comuns e identificar os domínios concretos de colaboração.

O Centro Carter é uma organização não-governamental fundada em 1982 pelo antigo presidente Jimmy Carter.

Fotografia: Robert Dussey por ocasião dos trabalhos

27/07/2016

Amigos do Golfo da Guiné encontram-se em Lisboa

Une architecture régionale sur la sécurité maritime O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, irá presidir segunda-feira em Lisboa com o seu homólogo togolês, Robert Dussey, à abertura da reunião do Grupo do G7 dos Amigos do Golfo da Guiné (G7++FoGG).
Os participantes irão evocar a implementação da arquitetura regional sobre a segurança marítima, adotada em 2013 durante a Cimeira de Yaoundé.
Serão igualmente passadas em revista as diferentes iniciativas internacionais relativas à segurança marítima, ao reforço das capacidades de projeção, à cooperação judicial e policial e ao combate contra a impunidade e a criminalidade transnacional.
Robert Dussey irá detalhar os objetivos da próxima cimeira da União Africana, que terá lugar a 15 de outubro próximo, em Lomé. O objetivo é a adoção de uma carta africana sobre a segurança marítima.
Portugal assegura este ano a presidência do G7++FoGG.
Este Grupo inclui os EUA, a Alemanha, o Canadá, a França, a Itália, o Japão, o Reino Unido, a Bélgica, a República da Coreia, a Dinamarca, a Espanha, a Noruega, os Países Baixos, Portugal e a Suíça, bem como a Austrália e o Brasil, como observadores. Também estão envolvidos neste processo a União Europeia, o Escritório para as Drogas e o Crime das Nações Unidas e a Interpol.
À margem da reunião, Robert Dussey irá encontrar-se com Augusto Santos Silva. Na agenda do encontro estão a cooperação bilateral, a segurança regional, a situação política na Guiné Bissau e o combate ao terrorismo.

O Golfo da Guiné é o campeão da pirataria mundial

Hiroshi Azuma (G) l'ambassadeur du Japon, Augusto Santos Silva et Robert Dussey Os ministros português e togolês dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva e Robert Dussey, presidiram segunda-feira em Lisboa à abertura da reunião do Grupo do G7 dos Amigos do Golfo da Guiné (G7++FoGG).
Os participantes evocaram a implementação da arquitetura regional sobre a segurança marítima, adotada em 2013 durante a Cimeira de Yaoundé.
Passaram em revista as diferentes iniciativas internacionais relativas à segurança marítima, ao reforço das capacidades de projecção, à cooperação judicial e policial e ao combate contra a impunidade e a criminalidade transnacional.
Durante a sua intervenção, Augusto Santos Silva insistiu na necessidade de coordenação dos Estados do Golfo da Guiné no combate à pirataria.
"Admitamo-lo, o Golfo da Guiné é o campeão da pirataria mundial, dado o número e gravidade dos ataques. Além disso, verifica-se um forte aumento do tráfego transregional de droga. A pesca ilegal não declarada e não regulamentada inflige prejuízos dramáticos nas economias locais. A segurança e o desenvolvimento estão estritamente ligados; por isso, é necessário refletirmos em soluções adaptadas", declarou.
Robert Dussey concordou com o chefe da diplomacia portuguesa, sublinhando que o mar deveria tornar-se um motor de prosperidade para a África Ocidental. "Temos que encontrar as vias e os meios para conter o problema da insegurança marítima".
Por ocasião da próxima cimeira da União Africana sobre a segurança marítima (Lomé, 15 de outubro de 2016) será assinado um documento vinculativo, indicou Dussey.


O Comité da UA ratificou o projeto de Carta que deverá ser adotado em Lomé. Os participantes confirmaram a sua presença no Togo.
Portugal assegura este ano a presidência do G7++FoGG.
Este grupo inclui os EUA, a Alemanha, o Canadá, a França, a Itália, o Japão, o Reino Unido, a Bélgica, a República da Coreia, a Dinamarca, a Espanha, a Noruega, os Países Baixos, Portugal e a Suíça, bem como a Austrália e o Brasil, como observadores. Três novos países deram entrada segunda-feira: a Grécia, a Turquia e o Uruguai.
Também estão envolvidos neste processo a União Europeia, o Escritório para as Drogas e o Crime das Nações Unidas e a Interpol.

Primeiro-ministro da Baviera encontra-se com Faure Gnassingbé

Faure Gnassingbé et Horst Seehofer lundi à Munich Horst Seehofer, Primeiro-ministro da Baviera e Presidente da União Social Cristã (CSU) na Baviera, encontrou-se segunda-feira em Munique com o Presidente Faure Gnassingbé.
A agenda incidiu na cooperação bilateral, tendo sido declarada vontade em incentivar as grandes empresas locais a investir no Togo.
A crise dos migrantes também foi abordada. Esta é uma questão sensível, pois a Baviera acolhe uma grande parte dos refugiados chegados recentemente à Alemanha.
O chefe de Estado participa esta noite num banquete de homenagem no castelo do antigo Rei da Baviera.